De Paranaguá ao pódio: Johnatha Vaz conquista prata na canoagem oceânica no Ceará
O parnanguara Johnatha Vaz percorreu quase 4 mil km até o Ceará e voltou ao pódio com uma medalha de prata na canoagem oceânica.

Fotografia de copa do mundo de canoagem paranaguaFoto: Redação Praias do Paraná
De Paranaguá para as águas do Ceará
O litoral do Paraná ganhou espaço no pódio de uma das principais competições internacionais de canoagem oceânica realizadas no Brasil.
O parnanguara **Johnatha Vaz** conquistou a **medalha de prata** durante as disputas realizadas em Fortaleza, no Ceará, dentro da programação que reuniu a **Copa do Mundo de Canoagem Oceânica da ICF** e o **MolokaBRA Downwind 2026**.
Segundo informações divulgadas pela Rádio Difusora, Johnatha terminou na **segunda colocação da categoria Master B**, levando ao pódio o nome de Paranaguá e de sua base de treinamento, a **Paranaroi**.
A conquista, no entanto, começou muito antes da largada.
Quase 4 mil quilômetros até a competição
Para chegar ao Ceará, Johnatha deixou Paranaguá de carro e encarou uma viagem de **quase quatro mil quilômetros**.
O trajeto levou cerca de **cinco dias** e teve uma particularidade: além de transportar o próprio equipamento, o atleta realizou fretes de barcos e caiaques durante o percurso como forma de ajudar a viabilizar os custos da viagem.
Foi uma preparação bem diferente daquela vista apenas na linha de largada.
Entre estrada, transporte de equipamentos e deslocamentos por diferentes cidades, Johnatha precisou administrar o desgaste da viagem antes mesmo de entrar no mar para competir.
> Mais do que uma prova de resistência nas águas, a participação começou com milhares de quilômetros percorridos entre o litoral paranaense e o Nordeste.
O Ceará e as condições ideais para o downwind
A competição aconteceu no litoral cearense, conhecido pelos **ventos fortes e constantes** que tornam a região especialmente favorável às provas de downwind.
Nesse tipo de disputa, o atleta precisa aproveitar vento, ondulação e direção do mar para ganhar velocidade e eficiência durante o percurso.
O MolokaBRA reúne modalidades como **surfski, canoa havaiana, SUP, paddleboard e outras embarcações de remo**, transformando o trecho entre Fortaleza e a região do Cumbuco em uma grande arena oceânica.
Em 2026, o evento chegou à **8ª edição**, com programação entre os dias **18 e 27 de setembro**, reunindo atletas brasileiros e estrangeiros.
Dentro dessa programação, Fortaleza recebeu também a etapa brasileira da **ICF Canoe Ocean Racing World Cup**, realizada entre **18 e 21 de setembro**.
Desempenho forte desde a primeira prova
Johnatha já havia mostrado bom ritmo logo no início da competição.
De acordo com a reportagem da Difusora, no primeiro dia de disputas ele terminou em **quarto lugar na classificação geral**, competindo também com atletas de faixas etárias mais jovens.
Na sequência veio o resultado mais importante da viagem: a **segunda colocação na Master B**, que garantiu ao atleta parnanguara a medalha de prata.
Para Johnatha, o resultado tem um significado que vai além da posição no pódio.
> “É uma sensação única levar esse título para o Paraná, mais uma vez representar Paranaguá e a minha base, que é a Paranaroi”, afirmou o atleta à Rádio Difusora.
Experiência que volta para Paranaguá
As competições também funcionam como uma oportunidade de aprendizado.
Além de buscar resultados, Johnatha destaca que cada participação em provas desse nível permite acumular conhecimento sobre técnica, leitura do mar, equipamentos e condições de navegação.
Essa experiência depois retorna para quem pratica a modalidade no litoral paranaense.
> “Cada vez que venho participar de uma prova como essa, ganho um pouco mais de experiência para mostrar isso para a galera em Paranaguá”, contou à Difusora.
A relação entre Paranaguá e os esportes de remo não acontece por acaso.
Com baía, canais, ilhas e acesso ao oceano, a região oferece diferentes ambientes para modalidades ligadas à água e mantém uma comunidade ativa de remadores.
Resultados como o conquistado no Ceará ajudam também a dar visibilidade a essa vocação esportiva do litoral do Paraná.
O que é a canoagem oceânica?
A **canoagem oceânica** é uma modalidade disputada em mar aberto, na qual os atletas percorrem longas distâncias em embarcações desenvolvidas para navegar com velocidade entre ondas e ondulações.
Uma das embarcações mais utilizadas é o **surfski**, um caiaque estreito, leve e rápido.
Nas provas de **downwind**, os percursos são planejados para aproveitar o vento e as ondas na mesma direção do deslocamento.
Em vez de simplesmente remar contra a água, o competidor procura conectar sucessivas ondulações — os chamados *bumps* — para manter velocidade durante a travessia.
Isso exige resistência física, técnica e principalmente capacidade de interpretar o comportamento do mar.
MolokaBRA reúne atletas no Ceará
O **MolokaBRA Downwind** nasceu inspirado nas tradicionais travessias oceânicas do Havaí e se consolidou como um dos grandes encontros brasileiros de esportes movidos pelo vento e pelo mar.
A edição de 2026 reúne provas de remo, canoagem e vela ao longo do litoral cearense.
Segundo a organização, os percursos podem variar de aproximadamente **12 a 52 quilômetros**, dependendo da prova e da modalidade.
A programação inclui competições de:
- **Surfski** - **Canoa havaiana (VA'A)** - **Stand Up Paddle** - **Paddleboard** - **SUP Foil** - **Kitesurf** - **Wing Foil** - **Windsurf** - outras modalidades de downwind
Para Johnatha, a agenda no Ceará continua além da prova que rendeu a medalha.
O parnanguara participa também das demais disputas do MolokaBRA, ampliando uma viagem que já garantiu um resultado marcante para o esporte de Paranaguá.
Paranaguá no pódio
A prata conquistada por Johnatha Vaz coloca novamente um atleta do litoral paranaense em evidência fora do estado.
Mais do que a medalha, a trajetória chama atenção pelo caminho até chegar à competição: **treino, logística, milhares de quilômetros de estrada e, finalmente, o desafio em mar aberto**.
De Paranaguá ao Ceará, o resultado mostra uma face do litoral do Paraná que vai além do turismo e das praias: a de uma região que também forma atletas ligados profundamente ao mar.
**Fonte principal:** reportagem de João Ricardo Mura, Rádio Difusora FM 104,7, publicada em 22 de setembro de 2026. Informações complementares consultadas na International Canoe Federation (ICF) e na organização do MolokaBRA Downwind 2026.
Fontes
- Redação Praias do Paraná: ver matéria original na íntegra Esta matéria foi reescrita pela redação do Praias do Paraná a partir da apuração factual da fonte acima.

