A ocupação colonial de Morretes teve início no primeiro quartel do século XVIII, quando mineradores e desbravadores desceram a Serra do Mar em busca do ouro de aluvião nos leitos dos rios da bacia litorânea. Em 1733, o Ouvidor Rafael Pires Pardinho estabeleceu os limites da povoação ao redor do Rio Nhundiaquara, culminando na criação da Paróquia de Nossa Senhora do Porto e Menino Deus dos Morretes em 1769.
Durante o século XIX, o povoado de Porto de Cima consolidou-se como o maior entreposto de transbordo de mercadorias do Paraná colonial: a erva-mate e os cereais desciam pelos caminhos primitivos da serra (como o histórico Caminho do Itupava e a Estrada da Graciosa) nos lombos de mulas e eram transferidos para canoas que desciam o Nhundiaquara até Antonina e Paranaguá.
A inauguração da lendária Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba em 1885 transformou Morretes em uma das cidades mais prósperas do estado. Seus solares neoclássicos, praças floridas e pontes metálicas preservam a elegância daquele período, formando um dos conjuntos históricos e paisagísticos mais harmoniosos do Sul do país.
Linha do Tempo Histórica
1721Início do povoamento por mineradores às margens do Rio Nhundiaquara.
1769Criação oficial da Paróquia de Nossa Senhora do Porto e Menino Deus dos Morretes.
1841Elevação do povoado à categoria de município de Morretes.
1873Conclusão da histórica Estrada da Graciosa (PR-410), ligando o planalto ao litoral.
1885Inauguração da histórica ferrovia Paranaguá-Curitiba com estação em Morretes e Porto de Cima.