A história de Guaratuba remonta a meados do século XVIII, quando a Coroa Portuguesa decidiu fortalecer a presença colonial no litoral sul do Paraná para garantir a soberania territorial e proteger as ricas baías contra incursões estrangeiras. Em 1768, o governador da Capitania de São Paulo, Dom Luís Antônio de Sousa Botelho Mourão (Morgado de Mateus), determinou a fundação de um povoado fortificado na margem sul da baía.
Em 29 de abril de 1771, a povoação foi solenemente elevada à categoria de Vila de São Luís de Guaratuba ('terra de muitas garças', em tupi-guarani). No mesmo período, foi erguida pelos escravizados e colonos a histórica Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bom Sucesso, templo colonial que até hoje guarda imagens sacras e arquitetura em alvenaria de pedra e cal do século XVIII, tombada pelo Patrimônio Histórico do Estado.
Durante o século XIX e início do XX, Guaratuba consolidou-se como polo pesqueiro e entreposto de navegação costeira. A pesca artesanal da tainha, do camarão e o cultivo tradicional de ostras moldaram a identidade cultural caiçara, reforçada pelas celebrações religiosas da tradicional Festa do Divino Espírito Santo.
Em 1953, a cidade ganhou seu maior ícone visual e religioso: a imponente estátua do Cristo Redentor no alto do Morro do Brejatuba (conhecido popularmente como Morro do Cristo), doada pela família do ex-governador Bento Munhoz da Rocha Neto. O monumento, com seu mirante panorâmico sobre a Praia Central e a Praia Brava, tornou-se o cartão-postal mais fotografado do município.
Linha do Tempo Histórica
1768Determinação colonial de Dom Luís de Sousa para ocupação e fortificação da enseada de Guaratuba.
1771Instalação solene da Vila de São Luís de Guaratuba e início da construção da Matriz do Bom Sucesso.
1938Restauração do estatuto de município autônomo após períodos de anexação a Paranaguá.
1953Inauguração do monumento ao Cristo Redentor no topo do Morro do Brejatuba.
1972Tombamento da Igreja Matriz de Nossa Senhora do Bom Sucesso pelo Patrimônio Histórico e Artístico do Paraná.